segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

MINHA MAIOR VITÓRIA



Corro o risco de ser repetitivo, mas não posso me furtar de dizer o que vou dizer.

A minha maior alegria neste 2010 é ver o Grêmio jogando futebol. Não tem nada de time retrancado e com medo do adversário fora de casa. Se joga futebol e isso por si só me deixa feliz. Vê-se o resultado como uma conseqüência do que foi a partida. Nas vitórias sabemos por que ganhamos e sabemos, também, por que acontecem as derrotas. A consciência é muito maior.

Desde a década de 1990 o Grêmio estava prisioneiro de um estilo de jogo. Não tenho nada contra o estilo dos anos 90, até por que fui muito feliz nessa época. O que não pode acontecer é um clube inteiro ficar tentando repetir a história. Não adianta, o tempo não volta atrás. Parafraseando Cazuza, o tempo não para.

Lembro que esta discussão sempre acontecia em quase todos os debates gremistas sobre futebol. Devemos ter um time rápido e que agrida o adversário ou um time fechadinho que só sai na boa?
O problema não é que a discussão exista e sim o peso que se dá há uma das partes. Chegaram  a taxar algumas equipes do Grêmio nos anos 2000 como alguma coisa que depusesse contra a história do clube. Um verdadeiro absurdo.

Isso se enraizou na torcida e principalmente nos mais jovens que viam ser o estilo peleador o único da história do Grêmio. Imaginem se time com Mário Sérgio, Caju e Renato Gaúcho ia ter raça ou garra como principal atributos. Que nada, era a técnica. A raça e a garra entravam em campo para ser mais um item na superação do adversário, são um algo a mais e com certeza são importantes também.

Precisou que Renato volta-se ao tricolor para que essa mania de volta ao passado acabasse. O futebol de hoje, falo do que levanta taças, é velóz, criativo e atrevido. Não é irresponsável como em outras épocas. Os volantes ainda estão lá, os zagueiros ainda dão o seu balão quando necessário, laterais recuam e atacantes pressionam zagueiros assim como os meias fazem com os volantes. Mas todo mundo sabe jogar futebol.

Os jogadores mais criticados agora não são os que não CUMPREM sua função tática e sim aqueles que não EXECUTAM as jogadas de maneira correta. Falo dos que chutam mal, não sabem passar a bola e cometem verdadeiros absurdos contra o futebol.

Por isso a minha maior vitória neste ano foi ter meu Grêmio de volta. O Grêmio tem a cara de Renato. Habilidoso, atrevido e rassudo. Mas a raça vem depois de saber jogar futebol e não é o principal mote do jogador  ou do time.

VALEU POR MAIS ESSA RENATO.


Nenhum comentário:

Postar um comentário