segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

FUTEBOL DO GRÊMIO ENCANTA O BRASIL!



Um verdadeiro banho de bola! Podemos resumir assim a partida do Grêmio contra o Botafogo. Há muito tempo, muito tempo mesmo, eu não via uma superioridade tão grande do Grêmio em uma partida. Já vi o Grêmio fazer partidas onde amassou o adversário mas sempre na base da pressão, como aquele jogo de 2007 contra o Caxias, mas ontem, a superioridade se deu com qualidade de jogo. Triangulações, infiltrações rápidas, toques de primeira, enfim, um futebol de gala exerceu o Grêmio de Renato no segundo turno do brasileirão que encerrou ontem.
Renato pode estar mudando um conceito de futebol dentro do Olímpico: O velho conceito de que para vencer é necessário jogar na base da marcação e força.
Claro que o Grêmio de Renato marca e tem força, características estas sintetizadas em Fábio Rochemback, mas, inegavelmente, a principal característica deste time do Grêmio é a qualidade técnica. E Renato RESGATA NO GRÊMIO A IDÉIA DE QUE É POSSIVEL SIM SER VENCEDOR JOGANDO FUTEBOL DE QUALIDADE!
Este mito de que o Grêmio só poderia vencer na base da raça, conhecido como "copero y peleador" criou-se nos anos 90 muito em função do desejo de auto-promoção de Luis Felipe Scolari que repetia incessantemente: "Meu time é médio! Tem é aplicação tática e raça!" Apartir daquele momento e da posterior publicação do livro de Eduardo Bueno, Grêmio Nada Pode Ser Maior, começou a fazer parte do imaginário popular que o Grêmio só vencia com times ruins, que batiam bastante e se negavam a perder. Isto não é verdade nem mesmo em relação ao Grêmio de Luis Felipe, que, claro, a principal característica era a força mas, havia qualidade técnica. Ou Arce era um "cabeça de bagre"? Ou Carlos Miguel era um "botinudo"? Mas esta idéia ganhou força e, como foi repetida muitas vezes, acabou virando verdade, infelizmente...
Hoje, mais do que nunca, é necessário qualidade técnica para ser vitorioso. Os tempos de vitória na base da catimba acabaram. Os tribunais desportivos estão aí para proteger quem tem mais qualidade. Com Mancini e Autuori o Grêmio tentou implementar outra vez em sua história uma forma qualificada de jogar futebol. E utilizo a expressão "outra vez" porque o Grêmio pré-Felipão apresentou equipes vencedoras onde a qualidade técnica se destacava. Um exemplo é o Grêmio de 1983 com Paulo Cesar Caju, Mario Sergio e, obviamente, Renato.
Pois Renato consegue resgatar este futebol no Grêmio, agora como técnico. E como consegue! É prazeroso assistir o Grêmio de Renato jogar. Claro que não estou desprezando o espírito de luta que muitas vezes fez o nosso clube vencer situações de extrema adversidade mas, este deve ser um diferencial na disputa, jamais deve ser tratado como a principal caracterítica.
Hoje o Grêmio joga bola. E joga muita bola!
Coisa boa poder dizer isto...

6 comentários:

  1. Boa abordagem Salcedo
    Concordo muito

    O Grêmio, em especial grande parte da torcida, se apóia num mito, de q no Grêmio nao pode ter jogador bom, tem q ser meia boca e dar a vida, q daí sairao os titulos e deu.

    O que é uma besteira sem tamanho.
    Só pra dar um exemplo, o Adilson era um zagueiro raçudo, forte e que tinha uma técnica de alto nível!

    O próprio Dinho, que é o maior icone desse mito criado, sabia jogar com a bola no pé como poucos volantes fazem hoje em dia.

    Mas mesmo assim, ja vi gente dizer q nao era assim, q o Grêmio fazia gol só de bola aérea e nao sei o q mais.

    Então tá, tinhamos o melhor cabeceador do brasil e talvez um dos melhores do mundo naquela época e não iamos usá-lo até não querer mais??


    Abraço

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  2. Ae gurizada esse assunto é bom.

    Na verdade é que eu vejo dois lados, e um sempre bate no outro.

    Os que gostam da raça dizem que o Grêmio tem que ser assim na vontade na luta na raça.

    Os que gostam da técnica dizem que o time tem que ter técnica e que a raça garra ou imortalidade não vencem jogo.

    Pois eu acho que as duas coisas vencem jogo sim, lógico o mais importante é que o time tenha técnica saiba jogar e seja bom.

    Mas é inegável que raça ajuda e ajuda muito nas vitórias. Quando a coisa fica parelha na técnica aquele que tem mais vontade e gana de vencer é o que vence.


    Enfim não acho que as duas coisas sejam excludentes.

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  3. Lógico q sim Dani.

    Eu sou defensor ferrenho de se ter raça no futebol, prezo isso até qdo eu mesmo jogo meus futs com a gurizada.

    Mas é q por vezes no Grêmio um jogador do tipo Roger ou Douglas foram menos ovacionados do que o Sandro Goiano, por exemplo. E só pq raça o Sandro tem de sobra.

    Ou o Souza que jogou mto bem ano passado é xingado de tudo q é lado, enquanto o Patrício é lembrado com carinho por varios, só por ter dado um peitaço em um juiz, que por sinal poderia ter nos custado muito.

    No entanto, tanto Patricio qto Sandro Goiano nao é o nivel de jogador q o Grêmio deve ter no tima na minha opinião.

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  4. Sim concordo.

    Tem jogadores que são admirados e muito pela torcida do Grêmio, tais como esses ai que citaste.

    Só pq dão balão e carrinho em todo mundo.

    O que acontece é que pra mim é importante o Grêmio ter essa característica de guerreiro peleador e Etc.

    Por exemplo um dos times que mais admirei no Grêmio foi o time do Tite (2001;2002) eu nunca vi um time do Grêmio jogar tanto quando aquele era uma qualidade incrível, teve o azar de não ser campeão em 2002.

    Enfim aquele time tinha raça e jogava um grande futebol, tático e técnico.

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  5. Mas Danie, em momento algum eu disse que não devemos ter espírito de luta!
    Olha o que eu escrevi no final do texto:
    "Claro que não estou desprezando o espírito de luta que muitas vezes fez o nosso clube vencer situações de extrema adversidade mas, este deve ser um diferencial na disputa, jamais deve ser tratado como a principal caracterítica."

    Acho que a minha opinião é idêntica a tua!

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  6. Sim, sim Luiz. Não foi pra ti que escrevi. Temos a mesma opinião sim.

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