Era verão de 2001, em mais uma tardinha de sol no querido Hermenegildo. Os pretensos atletas se aproximavam para o início de mais um futebolzinho na praia. Vinham de todos os lados, descendo as subidas, ao mesmo tempo em que os outros veranistas subiam as descidas. A bola era jogada ao céu de modo que mais outros amigos pudessem avistar o local do joguinho.
Os times se definiam, a bola era passada de um lado a outro à espera do começo da pelada, quando eis que surge uma pessoa bem característica descendo de uma pousada conhecida da região.
Um homem mais branco que o branco dos esquimós, com pernas notoriamente compridas, acompanhando o tamanho dos pés e das mãos, definindo-se em um corpo significativamente alto e desengonçado.
A bola cai ao chão sem que ninguém a dominasse. Todos mirando a aproximação do referido ser. Ele chega e, no mesmo momento que todos olhavam-no atenciosamente, tenta iniciar sua primeira comunicação: “Hi!’ diz ele, identificando e corroborando sua origem norte-americana.
O americano aponta para a bola e para ele mesmo logo depois, demonstrando sua intenção de participar da pelada. Um problema foi estupidamente escancarado: ninguém sabia falar sequer uma palavra em inglês. No entanto, seguindo a experiência e a malícia de um dos velhos integrantes do futebolzinho, o futebol é um esporte universal, e apenas com gestos e indicações seria possível indicar o time a que pertence o americano e o lado que este atacará.
Lá estavam todos realizando gestos e apontando dedos, como se fosse uma competição municipal de mímica. O escândalo de mãos somente cessou com o “OK” do americano, indicando que havia entendido tudo.
E logo o jogo se iniciou. A bola passa por um e por outro até chegar ao americano. Todos observam atentamente sua jogada, esperando por uma reação do cidadão do tio sam. E teve. Virou o corpo 180º e com um chute quase que impecável fez passar a bola por entre as duas traves do gol, do próprio gol. Ninguém entendeu o que passou na cabeça do americano, nem ele mesmo!

Haheoipuaehouiaehoiueahuioeahiuoeahaueio!! Muito bom!!!
ResponderExcluirHaheoiueahouieahoieauhieua
huahuahaauhuauhauaahuahuha
ResponderExcluirFantástico
ResponderExcluirA poética do texto tá demais!
ResponderExcluirUm brasileiro qualquer já teria dificuldade de compreender vários Mergulhões gritando, imagina um americano!!
hauhaeuhaeuhaeuaeh
hehehehe....
ResponderExcluirPodem ter certeza...foi uma bagunça!!
O pior não era mergulhonada gritando e apontando...
O pior mesmo era ver a cara do americano, sem entender NADA do que falavam e indicavam.
hahahaha
Muito legal.Imaginem só a cena.Diana
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