quinta-feira, 4 de novembro de 2010

UM AMERICANO EM NOSSA PRAIA



Era verão de 2001, em mais uma tardinha de sol no querido Hermenegildo. Os pretensos atletas se aproximavam para o início de mais um futebolzinho na praia. Vinham de todos os lados, descendo as subidas, ao mesmo tempo em que os outros veranistas subiam as descidas. A bola era jogada ao céu de modo que mais outros amigos pudessem avistar o local do joguinho.

Os times se definiam, a bola era passada de um lado a outro à espera do começo da pelada, quando eis que surge uma pessoa bem característica descendo de uma pousada conhecida da região.

Um homem mais branco que o branco dos esquimós, com pernas notoriamente compridas, acompanhando o tamanho dos pés e das mãos, definindo-se em um corpo significativamente alto e desengonçado.

A bola cai ao chão sem que ninguém a dominasse. Todos mirando a aproximação do referido ser. Ele chega e, no mesmo momento que todos olhavam-no atenciosamente, tenta iniciar sua primeira comunicação: “Hi!’ diz ele, identificando e corroborando sua origem norte-americana.

O americano aponta para a bola e para ele mesmo logo depois, demonstrando sua intenção de participar da pelada. Um problema foi estupidamente escancarado: ninguém sabia falar sequer uma palavra em inglês. No entanto, seguindo a experiência e a malícia de um dos velhos integrantes do futebolzinho, o futebol é um esporte universal, e apenas com gestos e indicações seria possível indicar o time a que pertence o americano e o lado que este atacará.

Lá estavam todos realizando gestos e apontando dedos, como se fosse uma competição municipal de mímica. O escândalo de mãos somente cessou com o “OK” do americano, indicando que havia entendido tudo.

E logo o jogo se iniciou. A bola passa por um e por outro até chegar ao americano. Todos observam atentamente sua jogada, esperando por uma reação do cidadão do tio sam. E teve. Virou o corpo 180º e com um chute quase que impecável fez passar a bola por entre as duas traves do gol, do próprio gol. Ninguém entendeu o que passou na cabeça do americano, nem ele mesmo!



Moral da história: uma exceção à linguagem universal do futebol.

6 comentários:

  1. Haheoipuaehouiaehoiueahuioeahiuoeahaueio!! Muito bom!!!
    Haheoiueahouieahoieauhieua

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  2. A poética do texto tá demais!

    Um brasileiro qualquer já teria dificuldade de compreender vários Mergulhões gritando, imagina um americano!!
    hauhaeuhaeuhaeuaeh

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  3. hehehehe....

    Podem ter certeza...foi uma bagunça!!
    O pior não era mergulhonada gritando e apontando...

    O pior mesmo era ver a cara do americano, sem entender NADA do que falavam e indicavam.

    hahahaha

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  4. Muito legal.Imaginem só a cena.Diana

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