segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

NÃO SEI PORQUE AINDA PERCO O MEU TEMPO.




O Grêmio foi eliminado da Copa SP. Perdeu para a Ponte Preta por 1x0. Ponte Preta que jogou todo o segundo tempo com um a menos. É verdade que o Grêmio teve sete desfalques também. O saldo da base do Grêmio neste início de temporada é:
Campeonato Brasileiro sub-20: ELIMINADO NA PRIMEIRA FASE
Copa São Paulo de Futebol Junior: Eliminado logo na segunda fase
Copa Santiago de Futebol Juvenil: ELIMINADO NA PRIMEIRA FASE PERDENDO TODOS OS JOGOS.
É amigos... Odone precisa modificar a base com urgência! alguma coisa muito errada anda sendo feita por lá.
A atual equipe que coordena a base, herança da antiga gestão, se defende dizendo que a base não é para conquistar titulos e sim formar jogadores. O problema é que não está conquistando titulos nem formando jogadores!
Aliás, sobre formação de jogadores, talvez seja o momento de explicar o titulo do texto.
Este titulo surgiu ontem pela manhã quando o relógio despertou perto das 10 hs para eu assistir este jogo entre Grêmio x Ponte. No sábado para domingo fui dormir já passavam das 4 hs. Logicamente, para levantar as 10hs, só com despertador e resmungo mesmo! Quando acordei, resmungando, me perguntei: "Porque ainda perco meu tempo acompanhando a base para ver se surge um novo talento se na prática TODOS os treinadores que passam pelo profissional do Grêmio preferem improvisar zagueiros de qualidade técnica duvidosa no meio campo que utilizar os jovens valores da base que jogam na posição?" Depois que me passou este pensamento na cabeça, desliguei a TV, tomei um copo d'água e voltei para a cama. Não vi jogo algum.
Os três garotos que poderiam jogar no lugar de Lucio que está machucado são Roberson, Pessali e Mithyuê. Roberson foi o que menos vi na base, apenas duas ou três partidas. Se mostrava bom jogador, não mais que isto. Mithyuê sempre se mostrou MUITO PROMISSOR. No campeonato brasileiro sub-20 de 2008, Mithyuê foi escolhido o craque da competição vencida pelo Grêmio. Recebeu algumas chances na equipe principal e não lembro de um jogo sequer que Mithyuê não tenha dado pelo menos uma assistência para gol. O NÃO APROVEITAMENTO DE MITHYUÊ NO TIME DE CIMA É UM DOS MAIORES MISTÉRIOS DA HISTÓRIA DO FUTEBOL GAÚCHO! Sinceramente, não consigo entender.
Pessali, dos três, foi o que mais acompanhei jogos. E me pareceu o mais promissor, mais até que Mithyuê. Na base tinha toda a pinta de craque, craque mesmo. Lembro de um jogo contra o Atlético-MG pela Copa BH que ele, simplesmente, estraçalhou! Lembro de ter comentado com o Luciano: "Cara, o que este Pessali fez no jogo, eu nunca vi um jogador fazer! Deu balãozinho, drible da vaca, fez um gol, deu assistência para outro, cruzou uma bola de letra na cabeça do centroavante!" Mas, inexplicavelmente, Renato prefere improvisar Vilson na meia de ligação que investir em Pessali. O argumento é sempre o mesmo: "Não podemos jogar os meninos aos leões..." "Eles tem que entrar aos poucos..." No Grêmio tem algumas coisas engraçadas. Colocar um menino promissor destes no time de cima para jogar contra o LAJEADENSE NO OLÍMPICO é "jogar aos leões", colocar a estrear contra o SÃO PAULO no Morumbi, como foi feito com Maylson em 2007, aí é "para provar se o jogador tem condições de vestir a camisa do Grêmio". Esta me parece uma politica muito equivocada que é praticada no clube. O momento de investir no jogador da base é no Gauchão, onde o nível técnico é um pouco menor e a exigência, consequentemente, também é menor. É o momento certo para o jogador adquirir algo que é o divisor de águas entre a promessa e a realidade no futebol: CONFIANÇA!
Estão prometendo um time inteiro de garotos contra o Ipiranga na quarta. Outro equívoco. Irão jogar em uma equipe completamente desentrosada e inexperiente. Os jogadores jovens devem ser lançados na EQUIPE PRINCIPAL, em meio a jogadores experientes e de qualidade reconhecida. Nestas condições pode aparecer o futebol de um jogador promissor. Foi assim com Lucas e Carlos Eduardo.
Por estas e outras jovens promessas como Bruno Cesar do Corinthians, e Zé Eduardo do Santos, ambos ex-juniores do Grêmio, não vingaram por aqui.
O Grêmio deveria modificar esta política de aproveitamento de juniores.
Forte abraço a todos!

6 comentários:

  1. Concordo contigo Luiz quando tu diz que os jovens da base tem que serem colocados pra jogar juntos com os jogadores do time principal, e não todos juntos de uma vez só, como o Grêmio promete fazer contra Ypiranga de Erechim.

    Muitos jogadores quando tem do lado jogadores qualificados, como seria o caso se entrassem junto com os experientes, conseguem mostrar a sua qualidade e o seu potencial. Mas quando no meio de jogadores comuns não conseguem se destacar e assim desaparecendo para os dirigentes e esquecidos no clube.

    Muitos dirão: "mas o bom jogador se destaca até no meio dos ruins, aí é que ele vai provar que é bom." Mas não é assim... As vezes o jovem jogador não tem a "malandragem" e a desenvoltura para mostrar o seu valor no meio de jogadores comuns. Mas quando mesclados com jogadores de mais qualidade que possibilitam um melhor toque de bola o seu futebol aparece.

    Se não aparecer, é que não possui mesmo aquele futebol mais qualificado que esperamos dele. O caso desses jogadores do Grêmio citados, pode ser um desses casos. O Mithiuê, pelo que conheço, me parece ser o melhor deles, por que tanto na base, como nos profissionais, conseguiu mostrar que tem qualidade.

    Mas óbvio, não desprezando a qualidade dos outros citados, com certeza se tem uma melhor chance de se destacar se for lançado no meio dos titulares.

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  2. Pois é, Cássio.
    A verdade é que existem níveis no futebol. Aqui no sul nós temos a mania de dividir o mundo em um binário: É azul ou vermelho, é certo ou errado, é preto ou branco, é craque ou perna de pau. Não existe espaço para o que está no meio. Isto está errado. O mundo, ainda bem, não funciona assim! O craque é este jogador que, ainda que no meio dos ruins, se destaca sempre. Mas nem só o craque é útil. O médio, o médio bom, o bom, o muito bom também servem. E todos estes precisam de CONFIANÇA para se afirmar.

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  3. Outra coisa que o Grêmio erra é preterir os seus pratas da casa para contratar pratas de outras casas. Muitas vezes não aposta em um jogador formado no próprio Olímpico alegando falta de experiência do mesmo e contrata jogadores com 20 anos formados em outros clubes...Vai entender...
    Em 2008, por exemplo, o Grêmio tinha nos juniores os dois que citei no texto, Bruno Cesar e Ze Eduardo. Contratou Peter, com 21 anos e reserva do Figueirense, e Tadeu com 20 anos, reserva do Juventude. O Rafael Carioca chegou a ser mandado de volta para os juniores pelo Mancini com a alegação que o jogador era "marrento". Enquanto isto, Junior e Nunes se revezavam na volância.
    Felipe Mattioni passou um ano inteiro na reserva do Patricio e outro ano inteiro na reserva do Paulo Sergio. Por isto preferiu não renovar contrato e tentar a sorte em outras bandas.
    Depois acusam o jogador de traíra, mercenário e outras coisas...

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  4. uhum isso é verdade, tem umas coisa que não dá pra entender... Contratam uns caras nada haver ao invés de aproveitar bons jogadores que tem em casa.

    Por sorte, ou competência, o Inter sempre contrata jovens promessas de outros clubes e geralmente dão certo: Pato, Nilmar, o meia Alex que veio como grande jogador e demorou uns dois anos até se afirmar, há outros que não lembro o nome, Leandro Damião que veio do Atlético de Ibirima até gol em final da Libertadores acabo fazendo e o último foi o atacante Alex do Fluminense, que dizem ser uma das grandes revelações do Fluminense nos últimos anos, veremos...

    Mas com certeza os jovens da dupla podiam ser melhor aproveitados, pois é, Bruno César e Zé Eduardo, como eles não conseguiram avaliar com bons olhos esses jogadores... Coisas do futebol difíceis de se explicar.

    Hein Luiz e olha que nem falamos dos empresários, que fazem de tudo pra tirar o máximo de dinheiro do clube por causa de tal jovem jogador, e que em muitas vezes acabam tirando um atleta promissor do clube por causa de "desacertos" com o clube. É muita coisa em jogo, há se fosse só a qualidade do jogador pra ser resolvida, mas são inúmeras coisas nas entrelinhas que nos fazem exatamente pensar essas coisas sobre os jovens atletas e seu futuro em um clube.

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  5. Pois é, Cássio, mas estas jovens promessas que o Inter contratou, os colocou nos times de baixo, quer dizer, completou a formação dos mesmos aqui.
    O Tadeu, por exemplo, quando o Grêmio contratou, tinha 20 anos mas já tinha passado pelo São Paulo (seu formador), Cruzeiro, Juventude, em todos no profissional, antes de vir para o Grêmio, quer dizer, tava na cara que era eterna promessa!
    Mario Sergio, ex-craque que foi campeão mundial com o Grêmio, campeão brasileiro com o Inter e, recentemente, foi dirigente do Grêmio e técnico do Inter, em seus tempos de comentarista na bandeirantes dizia:
    "Entre contratar um jogador médio e investir em um da base sempre prefiro a segunda opção! O jogador médio nós sabemos que não passará daquilo e um jogador formado na base de um time grande será, na pior das hipóteses, médio. Portanto é mais barato e sempre tem a possibilidade de o prata da casa revelar-se um grande jogador!"

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  6. Também concordo com o Mário Sergio, é melhor investir num jovem do que trazer um meia-boca.

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