sábado, 13 de novembro de 2010

A QUESTÃO RENATO - PARTE 1


Escrevo este texto na sexta anterior ao jogo contra o Santos mas o programei para ser publicado apenas após o jogo contra o Santos. Simplesmente porque devido à importância deste jogo, as discussões em todos os canais gremistas deve ser sobre este grande desafio. Espero que quando vocês estiverem lendo meu texto seja comemorando uma vitoria na Vila mais famosa do Mundo, algo que há muito tempo não ocorre.
Mas bom, vamos ao assunto Renato. Antes de começar a discutir é importante colocar os números para debater em cima de questões objetivas. Renato recebe, atualmente, no Grêmio 275 mil reais por mês. Renato veio pelo compromisso de além deste salário, receber um prêmio de 1 milhão de reais para livrar o clube do rebaixamento. Quem veio recebendo 275 mil reais apenas com o objetivo de livrar o clube do rebaixamento e está prestes a classificar o clube para a Libertadores do ano que vem, quanto iria pedir de reajuste ao fim do contrato? Obviamente, o que Renato pediu: 500 mil reais por mês! A nova direção oferece um salário de 350 mil reais mais premiações por produtividade: 1 milhão de reais pelo campeonato gaúcho, 2 milhões de reais pela Copa do Brasil, 4 milhões de reais pela Libertadores e por aí vai.
Renato não quer esta premiação. Também não exige multa rescisória. Quer "apenas" o salário de 500 mil reais. Se não der certo, paga-se apenas o mês que trabalhou e sai numa boa.
Acredito que a pergunta a se fazer nem é se o Grêmio deve ou não pagar 500 mil e sim, RENATO QUER MESMO FICAR NO GRÊMIO?
Ao contrário de seu discurso e de seu empresário, Renato dá todos os sinais que não deseja permanecer em Porto Alegre.
Acredito que o primeiro motivo seja a falta de privacidade. Renato não tinha ainda um mês de Grêmio quando li uma entrevista com ele reclamando da falta de privacidade em Porto Alegre. A falta de privacidade deve realmente ser um peso para uma celebridade. Isto é algo dificil para nós, pobres mortais, de conceber. É mais fácil esconder-nos atrás de chavões do tipo: "O que este cara quer reclamando? Ganha um baita salário! O que dizer de quem passa fome?" A questão é que cada um tem suas tragédias e, para quem está passando, a sua é a pior. Não nos cabe julgar o que é pior ou melhor, cada um sabe o que pode e precisa suportar.
Talvez Renato não esteja disposto a suportar a idolatria da torcida que o reverencia como a um Deus. Assim como para os cristãos falar o nome Jesus não precisa dizer mais nada para identificar seu maior mestre, para os gremistas falar Renato não precisa dizer mais nada, nem Portaluppi, nem Gaúcho, nada! Para nós, dizer Renato é suficiente. Já era assim antes de 2010. E depois de 2010?
Alguém consegue imaginar o significado que Renato passa a ter para nós depois desta passagem?
Por tudo isto, a questão da idolatria que resulta em falta de privacidade , só tende a piorar. É um problema sem solução.
Duvido de um gremista sequer que consiga ficar indiferente a Renato! Eu, que não sou muito dado a tietagem com profissionais do futebol, certamente se encontrasse Renato iria querer tirar fotos e autógrafos! Não é de hoje que digo que Renato é meu único ídolo no Grêmio.
Retornarei a este assunto analisando outros aspectos deste delicado processo de tentativa de renovação com Renato.
No momento que termino de escrever este texto, começa a tocar em meu player a música Soy Loco Por Ti America do Caetano, SERÁ QUE O DESTINO QUER ME DIZER ALGO? rsrsrs

Um comentário:

  1. Acho que a música quer dizer algo sim... o Tri do Inter ano que vem hehe

    Brincaderinha Luiz, o Grêmio se for para a Libertadores com certeza será um dos favoritos como sempre.

    Abraço!

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