segunda-feira, 29 de novembro de 2010

GRÊMIO RETOMARÁ O RUMO DA PROFISSIONALIZAÇÃO TOTAL DO CLUBE EM 2011.

Quando Odone assumiu o Grêmio em dezembro de 2004 o clube vivia uma grave situação financeira. Tão grave que alguns conselheiros recomendavam o fechamento do clube por alguns anos até equilibrar as finanças. Tulio Macedo, que recém assumira as finanças com Odone, dizia que a dívida era tão grande que só poderia ser administrada politicamente. Odone recorreu a Jorge Gerdau Johannpeter para aconselhar-se, tendo em vista que a empresa que este último presidia na época e preside até hoje havia passado por um período turbulento e havia sido recuperada da grave crise.
Gerdau indicou a Odone a empresa de consultoria que havia salvo as finaças de sua empresa. Indicação que Odone acatou. Começava ali a devassa nas contas do Grêmio que levaria mais de seis meses para completar-se. O resultado: Um extenso relatório das causas da grave crise e um plano de medidas para susperá-la.
Uma das principais causas da crise:
O déficit do Estádio Olímpico. Algo em torno de 5 milhões de reais por ano.
Qual a causa deste déficit?
Salários astronômicos de funcionários do clube: Alguns porteiros ganhando 7 mil reais. Secretárias executivas ganhando 15 mil reais. Tudo por conta de relações estreitas destes com pessoas muito influentes politicamente no Grêmio.
A receita da empresa de consultoria: A substituição imediata de todos estes funcionários por outros com salários compativeis ao mercado.
Após rápida consulta a seus aliados, Odone constatou a dificuldade que seria de implementar esta medida. Surgia assim a Arena! Estava aí a solução:
O Grêmio teria um novo estádio, TERCEIRIZADO, o que possibilitaria resolver o problema do déficit. Obviamente, sofreria resistências mas foi uma idéia que a torcida abraçou. Não tinha como voltar atrás.
No futebol, Odone também tentou a profissionalização completa do futebol ainda na virada de 2004 para 2005. Como previa o estatuto do clube, o Grêmio deveria contratar um executivo de futebol profissional e apenas este atuaria nesta área. Deveria reportar-se direto ao presidente. Nas categorias de base deveria ocorrer o mesmo.
Para o profissional, Odone tentou inicialmente, Eduardo Maluf e, com a recusa do mesmo, acabou contratando Mario Sergio.
Para a base veio Rodrigo Caetano.
Ambos sofreram fortíssima pressão de setores políticos que perderam privilégios no clube. Mario Sergio não resistiu mas Caetano seguiu firme e forte fazendo, talvez, o melhor trabalho de base do clube da história.
Odone, na época, teve que recuar na profissionalização do futebol profissional mas, na base, conseguiu seu objetivo. Com a saída de Renato Moreira, que sucedeu Mario Sergio em 2005, no final de 2007, Odone conseguiu avançar um pouco subindo Rodrigo Caetano para o profissional. O Grêmio trilhou o caminho rumo à profissionalização até o fim de sua gestão. Aí vem o MAIOR ERRO de seu sucessor, Duda Kroeff:
Em sua gestão o Grêmio deu muitos passos atrás neste sentido.
Na gestão Duda o cargo de executivo de futebol foi praticamente extinto com a saída de Rodrigo Caetano, sendo colocados em seu lugar figuras meramente decorativas. Quem dava as cartas no futebol era a dupla Meira-Krieger.
A base também foi "desprofissionalizada", primeiro com a colocação de Paulo Deitos, homem de grandes serviços prestados ao clube neste setor no passado mas totalmente desatualizado, e, com a saída deste, a colocação do coronel Elvio Pires, ex-responsável pela segurança do Olímpico neste setor tão importante para o futuro do clube.
Odone entra no clube com forte apoio político. Já avisou que cinco executivos serão contratados para os setores mais importantes.
Já descartou qualquer possibilidade de amadorismo no profissional: Disse que o executivo de futebol é um cargo estratégico em seu projeto para o clube.
Acredito que dias melhores virão para nós gremistas!

2 comentários:

  1. Tomara Luiz, tomara. O Grêmio precisa sim disso.

    Não entendo até hoje, como o Grêmio não faz coisas simples no Marketing, ou mesmo no quadro social, eu sei que não sou especialista nisso.

    Mas será que se criassem um plano de sócios para quem mora fora do estado, que custasse 10R$, 15R$. Não teríamos mais sócios?

    Sei lá vejo tanta coisa que pode ser feita e não é.

    Bom tomara que venham dias melhoras.

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  2. Virão sim, Dani!
    Fazendo as coisas de forma profissional, não tem como dar errado!

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