Dando seguimento ao tema, que está ótimo, quero contribuir mais um pouco.
A meu ver o favoritismo se forma, a principio, de duas maneiras: A partir da imprensa e a partir da realidade.
1 A PARTIR DA IMPRENSA:
Acontece quando os times estão parelhos. Aí os órgãos de imprensa começam a fazer conjecturas para estabelecer quem está em vantagem. Quem joga em casa? Quem tem menos desfalques? Quem tem melhor goleiro ou centro avante? Quem tem um jogador capaz de desequilibrar?
É importante neste processo NÃO IR MUITO ATRÁS DE COMENTARISTAS TIPO SANTANA E KENI. Mas não podemos ignorar tudo o que eles dizem, pois o fanatismo atrapalha, mas não impede que acertem.
Depois tem comentaristas que adoram uma posição, seja volante, centro avante ou outra qualquer. Estes comentaristas darão como favoritos o time que tiver o melhor jogador na posição que ele mais gosta.
Este tipo de favoritismo é o mais fácil de estar errado.
Mas é bom saber que vivemos em uma época de fácil acesso a informação e que o bom é chocar o máximo possível delas para formarmos a nossa.
2 A PARTIR DA REALIDADE
Este tipo de favoritismo é aquele que é tão visível que ninguém discute. Ele acontece quando os times estão muito distantes. Embora não seja, assim como o outro, determinante no resultado é mais difícil de haver essa reversão, pois ele é real.
Esse favoritismo real é o que existia a favor do Grêmio nos anos 1990 ou a favor do Inter na época do Rolo Compressor. Aliás o Grêmio na década de 1990 perdeu a chance de emparelhar a disputa GRENAL pois muitas vezes o GRENAL não acontecia.
Na atualidade tivemos na rodada passada esse tipo de favoritismo que foi o clássico de Minas Gerais, óbvio que o Cruzeiro era o favorito.
Outro favoritismo real é o histórico. É quando através dos tempos uma equipe se afasta muito da outra em sua trajetória. É isso que acontece com Juventus e Torino na Itália e acontecia com Manchester City X Manchester United na Inglaterra até que o City ficou rico e pode fazer frente.
Para encerrar reitero que favorito não é sinônimo de vitória e que o favoritismo real é mais difícil de ser revertido que o favoritismo da imprensa. OS DOIS PODEM SER REVERTIDOS>
Perfeito...muito boa a análise, Luciano.
ResponderExcluirE quando estamos em situações em que dois times estão em momentos de montagem de time, disposição e vontade de jogo semelhantes? Quando, já sabemos isso há muito tempo, jogar em casa não mais faz a diferença? Quando o imprevisível da rivalidade está estampado em centésimos de tempo? Quando é muito bem possível um time ser massacrado e poder vir dominar o jogo minutos depois? Quando, mesmo dominando, é possível sofrer novamente um revés e ter que retornar ao domínio resistido por aquele momento?
este é o GRENAL, ou esses são os GRENAIS, que por um detalhe, a mesa vira, tornando e retornando em vários seguimentos que só a imprevisibilidade pode sustentar.
Esqueci de concluir a ideia...
ResponderExcluirPortanto, como é possível haver uma definição de favorito em um clássico desse estilo???
Perguntando melhor, por que base se pode chegar ao "real" e "pleno" favorito de um clássico como este??
Eu sei que estou me distorcendo...mas quero tentar compreender melhor essa ideia de "favoritismo" que possui um universo de coisas submissas, encravadas nos 11 'infinitos' caracteres de forma oculta.
Abraço