Grêmio na Paraíba
Fiz questão de embarcar com minha camiseta branca/libertadores 2009, em 1° de agosto, dia do clássico, resultado. Empate, o que não é um mau negócio tendo em vista que o jogo foi no Beira Rio, no entanto a má fase obrigava um triunfo tricolor.
Alguns dias depois conheci algumas pessoas entre elas um uruguaio de nome Alfredo, para minha felicidade torcedor do Nacional, no momento estou tentando torna-lo ”incha del Grêmio”, já está tudo encaminhado, o acerto ocorreu quando após uma partida na areia da praia de Tambaú usei o melhor argumento do mundo para que um torcedor do Nacional de Montevidéu seja também torcedor do tricolor de Porto Alegre; Hugo De León.
Fica abaixo a foto do emocionante jogo. Havia um intruso, meu companheiro de quarto Fabrício, o colorado na foto ao meu lado. Confesso que nunca na vida joguei com times tão “globalizados”; Brasileiros (Gaúchos, Baiano, Potiguar), Uruguaio, Mexicanos, Ingleses, Americanos, Argentinos, Venezuelano e até um Romeno. Isso me lembrou uma frase do meu professor de escolinha, o Macaco, que uma vez falou:
- Dani, a bola faz amigos.

É a mais pura verdade, alguns dirão que faz inimigos também, mas tenho certeza que no fim das contas as amizades são infinitamente maiores que as inimizades. Até mesmo a língua não importa naquele momento.
Um grande “Hôôôuuuuu” quando alguém leva uma pancada na canela, tem o mesmo significado em qualquer parte do mundo. O ”nooooooooooo”, quando a bolo entra no seu gol, não precisa de tradução para o espanhol e nem mesmo para o português. Quando saímos cansados da areia pesada, wather e água, fazem o mesmo som e ecoam com a mesma intensidade na boca seca e cheia de areia.
Na quinta acompanhei Grêmio x Goias, jogo ruim, não gostei nada do meu time, vi que a falta de vontade era tamanha, que não merecíamos ganhar, de forma alguma. Mais tarde andando pela praia para fugir do quarto em que meu colega quase engolia a televisão assistindo Inter x São Paulo fui caminhar pela orla, passava por quiosques e bares, quase me rendi e parei em um deles onde vários são-paulinos assistiam a partida. Mas fui forte e segui minha caminhada contando o tempo para voltar ao quarto. Foi difícil não secar, mas seria mais difícil ainda ter secado.
Na volta olho para o outro lado da rua e avisto o pavilhão tricolor tremulando, em céus paraibanos. Mas como isso? Paraíba milhares de Km de Porto Alegre, uma sorveteria ostenta em sua entrada uma grande bandeira do Grêmio, o símbolo a estrela dourada em homenagem a Everaldo, as listras pretas e brancas partindo do símbolo e cortando o azul celeste daquele pano e eu ali com a camiseta do Grêmio desta vez não a branca, mas a tricolor, talvez ai esteja o motivo da derrota do São Paulo, que colocou o Inter no mundial, minha camiseta branca dificilmente falharia, mas pelas dúvidas não quis usa-la em um jogo do rival, melhor resguarda-la para outra ocasião.
Mas fazer o que a fase é desastrosa, tomara que melhore, vai melhorar, tem que melhorar.
No domingo fiquei no quarto, desta vez meu amigo colorado, já havia partido, talvez fosse o sinal de que as mudanças começassem contra o fluminense, queria uma vitória, confiava na vitória. No fim da tarde fiquei sabendo que ela não aconteceu, certo de que a mudança ocorreria, comentei com Baiano, torcedor do Bahia que, Silas iria cair, de pronto ele me responde.
- I fudeu! O Renato vai pro Grêmio agora, vamos ter que procura outro técnico.
Mais tarde comendo um lanche ele me avista e pergunta?
- E ai? Anunciaram?
Meia hora depois no corredor do Hotel:
- E ai gaúcho já tem treinador?
Na manhã de terça-feira, leio a notícia de que Renato está acertado. No café da manhã o baiano, vem com um copo de suco de caju na mão e fala:
- Putz que sacanagem nos roubaram o treinador, agora o Grêmio sobe de novo porque, ele fala a língua dos jogadores e não queima jogador. Por isso os caras gostam dele e jogam bola.
Tomara baiano, tomara!
Que Renato ponha os pingos nos is. Que bote os melhores para jogar, que faça esses caras suarem sangue, comerem grama, pois qualidade eles tem.
A contratação de Renato significa muito mais do que um novo treinador, eu estava no estádio quando a torcida do Grêmio gritou o nome de Portalupi, implorando para que a direção contratasse ele como comandante. Não foi daquela vez, mas agora chegou a hora.
A contratação de Renato, quebra uma sequencia de treinadores que não tinham como característica ser motivador. Era o que eu queria há muito tempo, era minha maior critica nos últimos anos. Se pegarmos os três cargos mais importantes num clube; Treinador, vice de futebol e presidente, no mínimo um deles tem que ter o perfil de motivador. Um deles tem que mexer com o jogador, tem que fazer o cara sair do seu estado de inércia.
Renato chega e tem que dar certo, se não der...
Bom se não der já não sei mais o que escrever, não sei mais o que vou fazer, talvez não abandone o futebol, talvez abandone o Grêmio e me torne “incha de Nacional” ou quem sabe do Atenas da Grécia. Talvez me dedique a física nuclear, talvez me dedique a fazer amigos em partidas na beira da praia.
Por favor Renato, me salva.
MEEEEE SALLLLVAAAAA DESSSTE INFERRRRRNOOOOOOOOOO, NÃO AGUENNNNNTOOOOO MAIIIIIIISSSSSSS.
P.S Em breve tentarei postar a foto da sorveteria citada no texto.
Bah Dani. Que texto massa. Parabéns mano.
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