segunda-feira, 5 de abril de 2010

AONDE VAI PARAR O FUTEBOL?

O esporte mais popular do mundo passou em poucas décadas do amadorismo total para o profissionalismo exacerbado. A mudança foi tão radical a ponto de praticamente excluir a chance de grandes feitos aos times que ficaram pelo meio do caminho. (vide artigo de Manoel Magalhães no Amigos de Pelotas).
Se na década de 60 ídolos como Garrincha jogavam de graça, ou quase isso, hoje não é mais assim e qualquer reserva da dupla GRENAL ganha seus 40 ou 50 mil Reais. Isso causou uma disparidade tal que já era difícil antes os times do interior serem Campeões Estaduais, hoje é quase impossível.
Lógico que salário não ganha jogo e que o Futebol é o único esporte que permite ao mais fraco vencer. Tudo isto é verdade, porém até mesmo essa máxima se torna difícil quando entram em um mesmo campo de jogo atletas bem treinados com seus organismos 100%, com garantias das últimas tecnologias contra atletas do improviso e do amor.
O amor anda um pouco sumido dos grandes clubes, aliás, a palavra amador deriva de amor.
O tempo de Garrincha passou e o profissionalismo foi, cada vez mais, se aprofundando. Hoje, nos grandes clubes, não está restrito apenas aos jogadores e treinadores, mas a equipes multidisciplinares que contam com profissionais como: Nutricionistas, Fisioterapeutas, Médicos, Dentistas, Preparadores Físicos...
Os clubes levam isso tão a sério que em outras áreas o profissionalismo também está presente, é o caso do Marketing, da Administração de alguns Estádios e até da Direção de Futebol em muitos casos.
Enquanto isso cada vez que vou ao centro vejo garotos da base do Grêmio Esportivo Brasil treinando em um terreno baldio, que alguns chamam de praça, em frente à Escola Don João Braga.
E aí como é que faz? Exigir que vençam o Grêmio e o Inter, como?
È preciso dizer que os grandes times também tinham estruturas amadoras e as tornaram profissionais pouco a pouco, por isso não é demais acreditar que se um dia se começar pode-se chegar a algum resultado futuro. Mas por favor, é pra já.
Agora o que me assusta é que cada vez mais esse processo parece sem volta. Se há benefícios também há malefícios. Um deles é como citei a perda do amor por parte dos jogadores pelo clube que defendem e outro ainda mais assustador. Ser jogador de futebol, além de um sonho de criança, é como ser uma mercadoria em uma prateleira.
Um garoto da base do Grêmio foi para o Inter. Sua idade? 14 anos, apenas. Até aí tudo bem, quis trocar de time. Mas se for verdade o que dizem, a família dele recebeu cerca de R$ 270 mil para a tal transferência.
Tal negócio rompe, segundo a direção gremista, um acordo entre os dois clubes que durava cerca de 30 anos. O acordo serviria para que um não assediasse a base do outro.
Acordos à parte pensem e deixem sua opinião.
Que segurança há que uma pessoa de 14 anos seja um craque? Mesmo assim, R$ 270 mil para um adolescente? Aonde o Futebol vai parar?

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