SEI QUE MUITOS NÃO GOSTAM DELE
Alguns não gostam pelos resultados de campo do time profissional do ano passado. Outros pelo seu jeito calmo, considerado frio para o Grêmio, em fim...
Eu estou entre os que acreditam que se o trabalho não tivesse sido interrompido precocemente daria bons frutos sim.
Vejam abaixo reportagem do Correio do Povo e tirem suas conclusões.
SAIU EM CORREIO DO POVO EM 25 DE JANEIRO DE 2010
Legado de Autuori deixa marcas nas categorias de base
Ex-técnico aplicou modelo de treinamentos que deu certo no Grêmio
Quando buscou Paulo Autori no futebol do Qatar, em maio do ano passado, entre outros motivos, a direção do Grêmio escolheu o treinador por acreditar que ele seria o nome ideal para contribuir na reestruturação das categorias de base do clube, que só em 2009 movimentou R$ 8 milhões. Entretanto, seduzido pelos petrodólares, Autuori voltou para o mundo árabe cinco meses depois. Se, por um lado, a passagem dele não deixou muitas saudades na torcida, por outro, deixou uma herança importante no Estádio Olímpico: a metodologia de treinamentos em busca de um modelo de jogo perfeito aliada ao aproveitamento maior dos jovens jogadores no time principal. ''O Autuori deixou um legado muito grande aqui. A interferência dele foi colocar vários garotos treinando no profissional. Além disso, seguimos investindo na base os fundamentos para formar os jogadores em cima de três vetores: técnica, tática e inteligência. O objetivo neste último aspecto é fazer o jogador entender melhor uma palestra e entender a proposta do jogo'', disse Paulo Deitos, assessor de futebol das categorias de base. ''São características que uma equipe tem de apresentar durante o jogo'', continuou Edson Aguiar, coordenador técnico da base gremista, profissional que veio com Paulo Autuori e que permanece no clube. O modelo de jogo está sustentado em quatro pilares: organização ofensiva, transição ataque-defesa, organização defensiva e transição defesa-ataque. Todas as seis categorias, do sub-12 ao sub-20, utilizam o método proposto por Autuori. ''Temos ouvido nas competições muitos elogios em relação ao modelo de jogo que o Grêmio vem apresentando a partir do sub-12: times que rodam a bola com paciência, reduzem o campo e mostram compactação na marcação'', garante Mauro Rocha, coordenador administrativo da área. Cada categoria trabalha com uma meta. As partidas são filmadas e analisadas pelas comissões técnicas, que nas palestras, procuram apontar para os jogadores os erros e os acertos de cada setor da equipe. No sub-12, por exemplo, é explorado o número de investidas de um volante à frente para concluir a gol. Em um grupo mais avançado, como o de juniores, se investe mais na capacidade de leitura de uma partida, como procurava trabalhar Paulo Autuori durante a sua curta trajetória no Grêmio. Fonte: João Paulo Fontoura / Correio do Povo |
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